Quando e como foi

Viajamos em setembro de 1997, com um grupo de espanhóis. O vôo fretado partiu de Barcelona, pegou um pessoal em Madri e rumou direto para Luxor, no Baixo Egito. Lá, pegamos um “cruzeiro” (não, nada parecido com esses edifícios luxuosos e flutuantes que costeiam o Brasil) pelo Nilo, indo até Assuã. De lá, fomos de ônibus, deserto afora, até Hurghada, no Mar Vermelho. Depois, de ônibus outra vez, até o Cairo. No total, foram 15 dias.
Sou uma daquelas pessoas que acham que a indiada se define pelo calibre do índio, então não me arrisco a dizer que as nossas escolhas possam ou não servir de exemplo para outros viajantes. O que dá pra fazer é contar o que decidimos (e o que decidiram por nós) e o quanto isso foi bom ou não naquela época e no nosso caso.
A primeira é que ficamos muito satisfeitos por ter comprado um pacote com guia. Normalmente eu não gosto muito de guias (e meu marido não gosta nunca, nunquinha), mas dessa vez achei indispensável. Por um lado, porque é impossível absorver a informação sobre todos os locais que serão visitados lendo livros antes de embarcar. Também é difícil escolher o que deve ou não ser visto. Por outro lado, porque a presença do guia, se não for muito invasiva, dá segurança. Com um nativo boa-praça, é mais fácil circular pelos mercados, fumar narguilé, negociar preços de passeios e ate conseguir socorro no caso de uma emergência.
Não que os egípcios não vão entender o que você está falando. Como bons descendentes de árabes, eles tem uma incrível facilidade com idiomas, e só não compreendem o que se está dizendo se o conteúdo for inconveniente para eles. Nos mercados, quando o objetivo é vender, eles seguem o turista poligloteando até adivinhar a língua materna da vítima. No Cairo, eu vi mais de um barganhar em basco. Em catalão, então…

Luciane Aquino

Militante da economia digital, jornalista, viajadora, curiosa, leitora, tricoteira.

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