Restaurantes no Rio de Janeiro

A chegada ao Rio sempre me causa duas fortes reações. A primeira é a surpresa com a beleza da cidade. Por mais que eu lembre de todo o encanto que ela causa, a minha memória nunca faz jus à realidade. É que é lindo demais para ser verdade, e o meu cérebro provavelmente desconfia dessa lembrança tão boa.

A segunda é a pergunta: “Por que raios eu não venho aqui pelo menos umas duas vezes por ano?” Não tenho resposta para isso, a não ser a bagunça da minha vida. O Rio está a duas horas de vôo, as passagens andam bem baratas, as crianças já estão grandes e curtem bastante, tenho grandes amigos na cidade… Enfim, prometo ir mais.

Entre as delícias das terras cariocas está o fato de que os restaurantes por lá estão à altura da paisagem. Comer fora no Rio não é uma atividade “profissional” como em São Paulo, onde tudo é ultraperfeito, variado, pontual e cosmopolita. A mesa carioca tem o jeito carioca: é alegre, descontraída, cheia de ritmo e de fortes sensações.

Nessa onda, dou as minhas dicas-relâmpago para comer no Rio, misturando alguns clássicos com os restaurantes e botecos que visitei em duas visitas neste ano. A maioria está em Ipanema e no Leblon, porque é por lá que a gente gosta de circular.

Entre os-que-eu-sempre-dou-uma-passada, estão:

Carlota – É meu mais novo restaurante predileto no Rio. Eu já conhecia o Carlota de São Paulo mas, sabe-se lá por quê, tinha gostado mas não assim, com toda essa paixão. Talvez seja a localização charmosinha no Baixo Leblon, talvez seja o salão pequenininho, talvez seja o ar marinho… Enfim, sem mais delongas: é perfeito para comer bem, para namorar e para fofocar com as amigas, desde que sejam poucas (e boas). Haja o que houver, jamais, jamais, jamais deixe de comer a mais famosa sobremesa da chef Carla Pernambuco: suflê de goiabada com calda de catupiry (receita no blog dela). A carta de vinhos não é nenhum portento.

Celeiro – Comida natureba de altíssima qualidade. Perfeito para almoçar sem culpas em meio a beldades da televisão, no melhor estilo Manoel Carlos.

Gula Gula – Adoro almoçar lá. Tem um astral ótimo, é cheio de gente bonita. Prefiro as saladas, especialmente a de frango com pesto e massa parafuso. É light, é rápido, é charmoso e é no coração de Ipanema.

Bracarense – Boteco cinquentenário no Leblon. Vá, preferencialmente, depois da praia. Tome chope, coma bolinhos de aipim recheados com camarão e catupiry. Sim, sim, a vida pode ser perfeita!

Cervantes – Boteco em Copacabana. Prefiro no fim de noite. Para tomar chope, comer um sanduíche de pernil com queijo e abacaxi e ir dormir:

Confeitaria Rio Lisboa – Não ouse sair do Rio sem encostar a barriga no balcão dessa padaria tradicionalíssima e tomar um café passado daqueles de antigamente. Fica na Avenida Ataulfo De Paiva nº1030, Leblon.

Estes são os que experimentei neste ano:


Terzetto

Italiano contemporâneo em frente à Praça General Osório (aquela da feirinha hippie em Ipanema). A comida é deliciosa, mas a verdadeirea atração é o sommelier, considerado um dos melhores da cidade pela revista Gula e pela Veja. Atento e atencioso, João Souza não tem nada do estrelismo que intimida os não-tão-entendidos em vinho. A carta tem 500 vinhos, e ele vai encontrar um que caiba direitinho no seu bolso, combine com o seu paladar e harmonize com os pratos. Pedi o menu degustação e não me arrependi.

Roberta Sudbrack – É interessante, vale a visita, mas não pretendo voltar. Talvez tenha sido o fato de que a cozinha estava sendo comandada pelo subchef naquele dia, talvez tenha sido o fato de metade das mesas estarem vazias num sábado à noite, mas não me emocionei. Curti um dos pratos, me apaixonei pela sobremesa. Aviso que a casa não tem menu fixo, você come o que estiver disponível no dia.

Garcia & Rodrigues – Misto de delicatessen e restaurante no Baixo Leblon, é point de estrelas da Globo. Em ambas as visitas, comemos no café, no andar superior, onde é possível apreciar o movimento das pessoas na charmosa deli, no andar de baixo. Na primeira, comemos bem, nada de extraordinário. Na segunda visita, estávamos com pressa por causa do vôo e escolhemos o menu do dia. Os pratos demoraram e não estavam nada bons, e o serviço foi péssimo para um salão que estava praticamente vazio. Na próxima, tentarei o restaurante, que é comandado pelo chef francês Christophe Lidy, ou o café da manhã, que dizem ser ótimo.

Luciane Aquino

Militante da economia digital, jornalista, viajadora, curiosa, leitora, tricoteira.

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