Roteiro em Mendoza e arredores: hotéis, restaurantes e vinícolas Vou viajar: Roteiro em Mendoza e arredores: hotéis, restaurantes e vinícolas

15 de junho de 2010

Roteiro em Mendoza e arredores: hotéis, restaurantes e vinícolas

Meu marido e alguns amigos estão indo passar alguns dias em Mendoza. Estou montando uma listinha de recomendações e aproveitando para relembrar os roteiros que fizemos em fevereiro de 2009 por lá e listar o que eu gostaria de ter feito e não fiz.



Hotéis
Ficamos no Argentino. É central, barato e honesto, mas estava aquém das minhas expectativas. Está classificado em quarto lugar em preferência dos usuários do Trip Advisor, mas isso ocorre provavelmente por causa do excelente preço em troca de uma localização ótima e uma cama confortável e limpa. Não posso deixar de avisar que o café da manhã é medonho e que o banheiro do nosso quarto alagava a cada banho (a ponto da água inundar o quarto).

Executive Park Suites
Desta vez, o pessoal vai ficar em um hotel que eu havia posto na minha lista para a próxima visita: o Executive Park Suites. É igualmente barato, localizado em uma praça charmosíssima em região igualmente central e é o quinto em preferência dos usuários no TripAdvisor. A foto do quarto aí em cima ajudou a me convencer.

Outro ponto foram as fotos dos usuários no TripAdvisor. Eu jamais escolho um hotel sem antes conferir essa seção no site. Como se sabe, a discrepância entre as imagens "oficiais" no site "oficial" e o que se vê quando se chega no estabelecimento pode ser enorme. Veja aqui a diferença entre as fotos do Argentino e as do Executive Park Suites.

Para quem quiser buscar outras opções, recomendo revisar a lista da TripAdvisor. Se alguém ainda não notou, é minha fonte de referência preferida.

Bodegas

Nós fizemos os passeios de carro, e é isso o que eu recomendo. A única mudança que eu faria seria contratar um motorista, que custa 75 pesos por dia. Assim eu teria bebido mais e me preocupado menos. Só não deixe o motorista escolher as bodegas por você, porque esse é justamente o propósito de alugar um carro: ter domínio completo do repertório e do ritmo do passeio.

O objetivo é apreciar a paisagem deslumbrante (estamos ao pé dos Andes!!!) e os conhecer vinícolas e vinhos. Não pense que vai comprar os vinhos nas bodegas mais barato do que em outra loja na Argentina. O que vale nos passeios é a paisagem, a degustação, conhecer novos rótulos e, em alguns casos, os incríveis restaurantes plantados no meio do nada. Algumas das vinícolas mantêm chefs excelentes e um menu esmerado, que faz inveja aos melhores restaurantes de muitas cidades grandes. Mendoza é, definitivamente, um paraíso não só para quem gosta de beber, mas também para quem gosta de comer.

O nosso roteiro mais interessante incluiu a Achaval Ferrer, um almoço na Melipal e uma tarde na Catena Zapata.

Os Andes vistos da Achaval Ferrer
A bodega mais imperdível de todas é a Achaval Ferrer. O lugar é lindo, o pessoal é muito interessante e a vista é deslumbrante.

Sala de degustação da Achaval Ferrer
Tanto o passeio pela vinícola quanto a degustação são conduzidos por enólogos apaixonados pelo vinho e verdadeiramente envolvidos com a produção (e não por recepcionistas insípidos). O tour termina em torno de uma linda mesa (foto) em que o visitante prova não somente os produtos já em idade comercial quanto os que ainda estão no barril. O mais fascinantes é o Quimera, de corte Malbec/Merlot/Cabernet Sauvignon. Cada garrafa é produzida com os frutos de duas videiras inteiras. Depois, vem o Finca Altamira, 100% Malbec, e que consome as uvas de três videiras por garrafa. Aproveite para comprar essas preciosidades que são difíceis de encontrar no Brasil. Não são nada baratas, mas são inesquecíveis.

A visita custa 10 dólares. Agende por telefone: (54) (261) 4881131. A bodega fica em Perdriel e não é muito fácil de encontrar, mas não desista. Ao sair da Ruta 40, se você se perder (foi o nosso caso) ligue pedindo indicações. Neste mapa é possível ver a localização da Achaval Ferrer, logo ao lado do Río Mendoza.

A Catena e sua pirâmide esquisita
Catena Zapata - A paisagem é bonita, o prédio é no mínimo esquisito (não consigo me convencer com aquela pirâmide plantada ao pé dos Andes) e a degustação é decepcionante. O que vale do passeio é a linda estrada, a vista do terraço e a adega. Se você quiser provar vinhos mais instigantes, precisa pagar, e não é barato. E, como é possível comprar os Catena em todo o Brasil, a loja não é nada interessante.

Vista dos vinhedos e dos Andes (ao fundo) do terraço da pirâmide da Catena Zapata

A Catena Zapata é relativamente fácil de encontrar (veja o mapa). É recomendável fazer reserva: (54) (261) 413 1100

Passeio ao parque Aconcágua

No verão, quando a neve permite, é obrigatório o passeio de carro até a fronteira com o Chile. Mesmo que o seu plano não seja cruzar para o país vizinho, alugue um carro ou contrate um remis e tome o caminho até a Puente del Inca e o Parque do Aconcágua.


A estrada costeia o Rio Mendoza, que foi escavando as montanhas e moldando a paisagem ao longo dos séculos.


O resultado é uma paisagem que aguça os sentidos, misturando pedras e vegetação, aridez e água, calor e neve.


Veja o roteiro no mapa:



No caminho, são poucas as opções para comer. Nós, por pura sorte, resolvemos parar em um hotelzinho à beira do rio, em Potrerillo, chamado Pueblo del Río. Ali, onde o leito do rio tem correnteza, os hóspedes passam o dia aliviando o calor à beira da piscina ou fazendo rafting. 


A avaliação do hotel no TripAdvisor é bastante boa.




Veja imagens do hotel (num vídeo tremidíssimo de minha autoria, mas que permite ter uma boa idéia do ambiente):


Os bangalôs do hotel estão distribuídos em uma área árida (e fazia um calor dos infernos em fevereiro), mas o ambiente é agradável e tem vista para a resistente neve andina. No restaurante, comemos corretamente, matamos a sede e seguimos viagem.

Não chegamos lá, porque o carro estragou antes. Segundo os especialistas que nos socorreram (e o pessoal da locadora, que foi nos resgatar), o carro "apunou". Ãhn? Pois é, eles queriam dizer que, por causa da altitude e da falta de prática dos motoristas, faltou oxigênio para a combustão no motor. Não acredita? Veja a explicação aqui. Ficou pra próxima.