Gramado e Canela com crianças – O que fazer Vou viajar: Gramado e Canela com crianças – O que fazer

30 de outubro de 2010

Gramado e Canela com crianças – O que fazer

Foi-se o tempo em que a Serra Gaúcha era um destino somente para lua-de-mel. O fondue e as lareiras seguem realizando o sonho de consumo dos apaixonados, mas já há alguns anos Gramado e Canela acordaram para o mercado dos casais com filhos e oferecem muitas opções não só para os pequenos como também para os adolescentes. Estes são alguns programas que certamente farão a cabeça deles enquanto os pais também se divertem:

Gramadozoo

Crianças interagem com os animais no Gramadozoo

Localizado a 5 quilômetros do centro de Gramado, abriga somente animais da fauna brasileira. Leia o relato sobre nossa visita ao Gramadozoo
Faixa etária: todas
Duração: três horas
Preço: caro, mas vale cada centavo
Como chegar: de carro, pela estrada que liga
 a Três Coroas (RS 115). Pergunte no hotel como obter transporte alternativo.

Alpen Park
                É uma bela mistura das maravilhas que a natureza da região proporciona com algumas atrações tradicionais de parque de diversão.
                A atividade que agrada a todos – país, adolescentes, crianças – é o trenó. Na prática, são carrinhos que comportam duas pessoas e que deslizam morro abaixo e morro acima sobre um trilho fixo. Um dos passageiros tem o controle do freio, o que permite controlar também o frio na barriga. O trajeto é lindo e todos adoram. Se tiver que escolher apenas uma opção no Alpen Park, esta é a correta. A fila, no entanto, costuma ser longa. A espera pode durar mais de uma hora. Recomendo que um dos país vá para lá guardar lugar enquanto o outro compra os ingressos.
                No quesito adrenalina, há arvorismo e tirolesa. Não pretendo experimentar nenhum deles jamais, mas, para quem curte essas doideiras, a tirolesa é especial: a vítima atravessa o vale num sentido (é aaaaaaaaaaaaaaalto), desce numa plataforma lááá do outro lado (com o pessoal do trenó passando embaixo) e, numa insistência que não entendo, se pendura de novo em outra corda e volta no outro sentido. Me inclua fora dessa.
                Os que preferem emoções mais seguras podem escolher o Cinema 4D, que não deixa nada a dever aos dos parques de Orlando. É igualzinho: um filme em 3D passa na tela enquanto efeitos dentro da sala produzem a quarta “dimensão”: a cadeira dá um solavanco quando o carro passa em um buraco, jatos de ar sobem pelas pernas no meio de uma invasão de ratos e gotas de água molham o seu cabelo quando chove. Cool.
                Há ainda passeios a cavalo, de quadriciclo, Casa da Monga. Dá pra passar toda a tarde. Mas que seja um dia de sol e sem neblina, porque este também é um local de paisagem belíssima, e tudo, à exceção do cinema 4D e da Casa da Monga, é ao ar livre.
                Um restaurante serve excelente chocolate quente e lanches substanciosos por preço esperado em um parque longe da cidade: altos.
                No melhor protocolo dos parques internacionais, fotos são tiradas nas partes mais emocionantes do trenó e da tirolesa. Se você não resistir, peça para gravar as de toda a família em um único CD e o preço é mais barato.
Faixa etária: todas
Duração: um turno (manhã ou tarde)
Preço: caro. As atividades são pagas todas à parte.
Como chegar: de carro, siga pela rua Osvaldo Aranha em direção à Catedral. Na rua que passa em frente à igreja (Borges de Medeiros), dobre à esquerda e siga até encontrar uma cruz no meio da rua. Dobre então à direita na Sete de Setembro e siga por ela até chegar ao parque. Pergunte no hotel como obter transporte alternativo. O estacionamento dentro do parque é pago. Veja no mapa onde fica o Alpen Park.

Parque do Caracol
Não íamos há anos no Parque do Caracol, e me surpreendi com alguns avanços e me decepcionei com outros. A cascata segue maravilhosa e imperdível, e segue igual. A boa notícia é uma torre de 30 metros de altura que foi construída em meio à mata. Você sobe de elevador e tem uma vista incrível, com direito a binóculos para apreciar a queda d’água e o vale. Tem um preço adicional ao da entrada no parque, mas não deixe de ir.
A má notícia é um trajeto de trenzinho por um cenário de faroeste meio esquisito que termina em uma encenação deprimente. As crianças pequenas adoram, porque, afinal, um trenzinho é sempre um trenzinho. Adultos, tomem um Plasil antes.
O que continua igual são as trilhas até a cascata e a descida até a base da queda d’água. Não vá com os pequenos: é perigoso e puxado. No caso dos adolescentes, é uma boa desculpa para fazer eles queimarem aquela interminável energia adquirida com a cafeína dos chocolates.
Um conjunto de lojinhas parece vender os mesmos produtos há décadas. As opções de comida também não são as melhores da Serra.
Faixa etária: todas
Duração: depende. Pode ser de uma hora (subida à torre) até 3 horas (trilhas)
Preço: caro. As atividades são pagas todas à parte.
Como chegar: de carro, pegue a Avenida das Hortênsias, que separa Gramado de Canela e entre na Estrada do Caracol (junto ao Hotel Continental). Pergunte no hotel como obter transporte alternativo. Veja no mapa onde fica o Parque do Caracol.
Site:http://www.canela.rs.gov.br/site2009/site/content/pontoturistico/view.php?id=4



Fábricas de chocolate




Não são fábricas de verdade, mas lojas temáticas com demonstrações de manipulação do chocolate. Há muitas opções na região. Na estrada entre Gramado e Canela, a Florybal e a Caracol ficam lado a lado e oferecem, em uma única parada, várias opções. Na Florybal, há profissionais elaborando bombons e ramas de chocolate e vários brinquedos para os menores se distraírem na parte externa do prédio. Pena que fica meio perigoso por causa do estacionamento. Na Caracol, um “museu” conta a história do chocolate, com direito a ver o maior coelho de chocolate do mundo, a aprender sobre a importância do cacau na cultura asteca e a tirar fotos dentro de um “galeão” espanhol. No fim, dá para tomar um chocolate curtindo a vista belíssima do Vale do Quilombo.

Vista da lancheria da Caracol
Brinquedos na Florybal
Ambos os locais, obviamente, vendem chocolate. Na Caracol, é preciso pagar entrada para ver o museu, mas o valor pode ser trocado por chocolates na loja.
Faixa etária: até os 10 anos
Preço: A entrada no museu da Caracol é paga (R$ 5), mas o valor pode ser trocado por chocolates na loja
Duração: Uma hora e meia
Como chegar: Na estrada entre Gramado e Canela. Veja no mapa onde fica.


Minimundo
É um conjunto de delicadas miniaturas de construções de diversos locais do mundo interligadas por trens. É especialmente encantador para os menores. Costuma ter filas.
Faixa etária: até os 10 anos
Preço: R$ 14 para adultos, R$ 7 para crianças até 1,20m de altura e R$ 7 a partir de 60 anos
Duração: Duas horas

Aldeia do Papai Noel
                Em tempo de Natal Luz e com crianças pequenas, é quase inevitável. Mas não é das experiências mais inesquecíveis. Tudo é meio artificial (à exceção da bela vista do Vale do Quilombo). Se for impossível não ir, escolha a Casa do Papai Noel (realmente fofa) e o monorail (por causa da vista).
Faixa etária: até os 6 anos
Preço: R$ 14 para adultos, R$ 10 para crianças até 1,20m de altura e R$ 7 a partir de 60 anos
Duração: Duas horas

Mundo a Vapor
                Não é, definitivamente, para os menores. Conta a história do uso do vapor no desenvolvimento tecnológico e econômico. Pode ser interessante para os que estão estudando o tema. Os cenários não são nada sofisticados, e o ambiente não é muito envolvente. A única atração para os menores é uma voltinha de trenzinho.
Faixa etária: dos 8 aos 15 anos
Preço: R$ 14. Crianças até 5 anos não pagam.
Duração: Duas horas
Como chegar: Na estrada entre Gramado e Canela. Veja no mapa onde fica o Mundo a Vapor.