Como é o parque aquático Marina Park, no litoral gaúcho

No curto mas abafado verão do Rio Grande do Sul, os gaúchos se deslocam em hordas para o litoral nos meses de janeiro e fevereiro. A maior parte dos dias é dispendida à beira-mar, mas a busca por distração leva os veranistas também para outras atrações, como os parques aquáticos. 
No litoral Norte, há dois: o Marina Park, próximo ao balneário de Capão da Canoa, e o Acqua Lokos, localizado entre Arroio Teixeira e Curumim. Nossa família foi conferir o Marina Park e conta como é o parque. 
(preços, horários e endereços no fim do post)
O coração do Marina Park é uma enorme piscina com profundidade variável e acessível de vários pontos do parque. No nível mais raso, as crianças menores se divertem sem muito perigo. No nível mais fundo (cerca de 1,50m), os adultos se reúnem em um bar aquático. Há monitores observando a atividade em todos os momentos, mas é bom ficar de olho nos pequenos.
No entorno, há muitas espreguiçadeiras, mesas e cadeiras e alguma sombra (poderia ter bem mais). É o local perfeito para estabelecer um ponto de encontro para toda a família, depositar os badulaques em uma das mesinhas e ir se refrescando enquanto as crianças maiores exploram o parque. Além disso, fica bem perto das estações de comida. 
Piscina tropical
As atrações mais cobiçadas estão logo ali do lado. O mais radical é o toboágua Free Fall, uma queda de quase 17 metros em um ângulo de 46 graus, que pode chegar a 100 km/h (é a rampa vermelha na foto abaixo). Sabe o Insano do Beach Park? Essa é a versão gaúcha dele. Para brincar, é preciso ter entre 50 e 130 quilos e no mínimo 1,50m de altura. 
Logo ao lado está o Kamikaze Família (a rampa branca na foto), em que três pessoas descem uma rampa de 17 metros dentro de uma bóia. Para participar, é preciso ter no mínimo 1,40m. Crianças de menos de 12 anos precisam estar acompanhadas de um adulto responsável.
Kamikaze Família e Free Fall
Logo ao lado fica o Dragon Free, uma rampa em U em que duas pessoas descem dentro de uma bóia. Para brincar, é preciso ter entre 40 e 130 quilos: 

Os tobogãs estão do outro lado do parque, na Torre do Pirata. São três: o fechado, com 15 curvas, o aberto, com 11 curvas, e o kamikase, com altura de 11 metros:

kamikase

Além desses, uma outra área de tobogãs mais calminhos encanta aos menores: é a Torre do Tarzan, com quatro toboáguas. Todos aceitam crianças com mais de 20 kg, com exceção do free fall, que exige 50 kg.

Torre do Tarzan

Logo ao lado está o Castelo Sombrio, uma rampa molhada dupla que é uma das atrações mais disputadas do parque:

As áreas mais calminhas do parque, destinadas a crianças menores, são duas. Uma é o Chuá Show, um piscinão rasinho cuja maior atração é o balde que joga 1.500 litros de água em cima dos banhistas. As crianças adoram!

Chuá Show
Do outro lado do parque fica o Vale dos Dinossauros, cheio de sombra e bem calminho:
Vale dos Dinossauros
Vale dos Dinossauros

No meio do parque, um canal com água quentinha também convida a um passeio relaxante com os pequenos:

O Marina Park também tem uma área fechada para os dias de chuva ou frios (em geral, prefira os dias quentes e sem vento para ir ao parque. Melhor ainda se estiver nublado). O pavilhão tem dois tobogãs e uma rampa molhada e também um bar:

Não é muito difícil se movimentar na área, e há mapas em vários pontos do parque:

Quando a fome bate, não é difícil encher a barriga – especialmente dos adolescentes. As barracas oferecem 100 tipos de pastéis (que são enormes) e quase três dezenas de sabores de xis (se você é gaúcho, sabe o que é um xis. Se não é, clique aqui).

Além disso, um restaurante oferece comida a quilo entre as 12h e as 15h:

E barraquinhas fornecem espetinhos (carne, frango, coração de galinha e linguiça), milho cozido, crepe, sorvete e churros:

Barraquinha auto-explicativa
Barracas de churros e de morango com calda de chocolate
Os preços, como é de praxe nos parques, não são os mais convidativos, mas também não são proibitivos. Um pastel custou R$ 15, o espetinho, R$ 8 e o churro, R$ 7. A água estava a R$ 4 e o refrigerante a R$ 5. Muitas famílias (mas muitas mesmo) levam o seu lanche de casa e não há nenhuma proibição a isso.
Para completar, a estrutura do parque é razoável. Nada com muito luxo, mas atende às necessidades básicas (principalmente quando se considera que ele abre somente no verão). 
O banheiro (só vi o feminino, obviamente) é pequeno. Programe a sua saída com meia hora de antecedência, porque ele fica lotadíssimo na hora do fechamento, que é às 18h. 
O banheiro feminino tem chuveiro, sanitários e uma pequena área para troca de roupa
O fraldário é básico mas atende às urgências
O parque tem serviço de aluguel de bóias e de armários
Uma lojinha fornece produtos como filtro solar, roupa de banho e chinelos

Estrada do Mar, km 35, nº 1.000
Capão da Canoa/RS
Telefone: 51 3625.3049 / Whatsapp: 51 9899.8462 
Horário: 10h às 18h, (terça a domingo). Abre em dezembro e fecha no final de fevereiro. Ingressos: se forem comprados no site ou em supermercados, farmácias e postos de gasolina nos balneários próximos, custam R$ 55 por pessoa (tanto para adultos quanto para crianças). Se forem comprados no local, custam R$ 75 para adultos e R$ 60 para crianças. Aniversariantes, cadeirantes e crianças até um metro de altura não pagam. Se você gostar e quiser voltar, aproveite para comprar um novo ingresso na bilheteria, na saída do parque, com um belo desconto (usualmente sai a R$ 40).

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Luciane Aquino

Militante da economia digital, jornalista, viajadora, curiosa, leitora, tricoteira.

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