Dez dicas de viagem que só uma mãe pode dar

Curtindo o Atacama em família com muito amor

Cada família é uma família, assim como cada filho é um filho. Eu não acredito, portanto, que exista fórmula pronta para viagem com crianças. Há famílias capazes de percorrer o mundo acampando e sem roteiro planejado, e há outras que só conseguem pensar em férias num resort com recreação e caipirinha. Quem está errado? Quem acha que alguém está errado.

Foi só nisso que pensei quando o Vou Viajar foi convidado para participar da superblogagem coletiva sobre As dicas de viagem que só uma mãe pode dar. Como dar dicas sem impor crenças? Como despertar o maravilhoso desejo de viagem em outra família sem propagandear convenções que só valem para a minha?

Pensei e cheguei à conclusão de que daremos dez dicas, mas só uma regra. E essa única regra é buscar equilíbrio entre os desejos de todos e curtir o melhor benefício desse tipo de férias: a convivência. Eu tenho certeza de que as memórias das viagens em família são para sempre. Que elas sejam boas!

Agora, vamos às dicas:

1. Faça uma viagem que combine com a sua família
Antes de decidir o destino, a hospedagem e o transporte, pense sobre o perfil da sua trupe e os diferentes desejos de cada um a respeito daquela viagem. O objetivo é descansar? É distrair as crianças e aproveitar para ter momentos de casal? É conhecer lugares novos? É aventura?
Refletir sobre esses pontos vai blindar a viagem contra frustração. Ao contrário do que ocorre quando a gente viaja sozinha, com os amigos ou só com o parceiro (todos adultos e capazes de defender seus objetivos), numa jornada com crianças você precisa levar em conta as necessidades e capacidades delas.
Não invente, portanto, uma fantasia que vai acabar em muita reclamação e estresse. Há crianças que curtem o imprevisto, a agitação e a intempérie. Outras, não.

2. Planeje o roteiro da viagem pensando também nas crianças
Crianças não suportam uma viagem de adulto durante muito tempo. O ritmo e os interesses não são os mesmos. Busque todos os dias pelo menos uma atividade em que eles possam expandir a imaginação, fazer exercício físico e se expressar. Se as suas crianças gostam de pracinha, piscina, de pintar, pode ser isso. Se preferem shopping, cinema, teatro, também. O importante é que aquele momento seja delas.
Mas não pense o tempo inteiro só nos pequenos. Reserve também os momentos “adultos” que você curte. Faz parte do aprendizado da boa convivência que os filhos entendam que um momento é o delas, o outro é dos grandes.

A gente monta roteiros com opções para dias lindos de sol e para dias de chuva


3. Planeje, mas não demais

Faça um roteiro básico com tudo o que vocês desejam fazer e levando em conta o ritmo da família.
A minha é lenta. Conheço outras que são foguetes: fazem em um dia o que eu consigo fazer em três. Depois disso, distribua os desejos nos dias disponíveis.
Tenha esse roteiro à mão, mas não como uma Bíblia. Use-o para reorganizar os dias à medida que os imprevistos surjam. Choveu? Troque o passeio de barco pelo museu. A criança dormiu e ninguém mais consegue acordar? Deixe o jantar no restaurante para o dia seguinte.
Em resumo: faça do roteiro o seu amigo, e não o seu feitor.

4. Pense bem antes de não fazer reservas de hotel
Eu sei que muita gente gosta de só reservar a hospedagem depois de chegar no lugar. Se essa é a primeira vez que você viaja com filhos, pense bem antes de fazer isso. É algo que eu nunca faria, mas conheço muita gente que sobreviveu e bem a isso. Não é uma regra, portanto, é só um conselho.

Leia nosso post sobre como reservar um quarto de hotel para um casal e duas ou mais crianças

5. Leve em conta também a estrutura e a segurança do hotel ou apartamento
Há hotéis e apartamentos de aluguel incrivelmente preparados para receber crianças, com cuidados que vão desde banheira e papinha para os pequenos até check-in especial, videogame no quarto e roupões em tamanho míni. Aqui vale de novo a pergunta: qual o perfil da sua família? Se o conforto é importante para vocês, busque informações e comentários de outros turistas sobre a hospedagem no TripAdvisor, pergunte a outros pais e mães em redes sociais e envie e-mails para o hotel. O mesmo vale para a recreação.
Em qualquer caso, leve SEMPRE em conta a segurança. Preste atenção à criminalidade mas também às condições de saúde. Eu já passei noites em lugares com uma cadeira trancando o trinco da porta, mas JAMAIS ficaria num lugar desses se estivesse junto com meus filhos.

6. Tenha sempre um plano para emergências de saúde
Nunca viaje sem seguro, fora ou dentro do Brasil. Informe-se sobre a localização de hospitais e clínicas. Tenha à mão os telefones de emergência.

7. Identifique seus filhos e treine-os para situações inesperadas
Se eles forem pequenos, coloque nome e telefone no carrinho e junto à roupa. Em locais de multidão como os parques de Orlando, faça-os usar crachás com identificação e telefone ou use tatuagens temporárias.
Se forem grandes, treine-os para o caso de se perderem. A regra aqui em casa é entrar em uma loja, ir até o caixa e dizer o nome e o nosso telefone, preferencialmente para uma mulher. Jamais entrar no carro de ninguém.

8. Relaxe
Seja feliz. Curta. Construa boas memórias.
A gente tem a tendência de sistematizar e organizar tudo, né? RE-LA-XE! Nem tudo vai dar certo. Mas o que der, será muito bom.

9. Ensine a viajar para aprender
– Como são as pessoas neste lugar?
– Quais serão as profissões delas? Onde elas estudam?
– Como funcionam os táxis, os ônibus, o metrô?
– Olhando o mapa, como podemos chegar em determinado lugar?
– Qual será a história desse prédio?
Essas e muitas mais são perguntas que fazemos para os nossos filhos antes, durante e depois da viagem. Pergunte-se e pergunte. As respostas não são o mais importante, mas aprender a perguntar.

Em Machu Picchu, descansando e aprendendo

10. Prepare-os para viajar sozinhos no futuro
Passe adiante essa corrente. Ensine que viajar abre a cabeça, liberta o espírito, alimenta a alma. Deixe que eles vejam o mundo através dos seus olhos, e que esse mundo seja apaixonantemente lindo nas suas diferenças.

E você, quais são as suas dicas de viagem? Conte nos comentários!

Confira os posts de todos os blogs participantes:

34 – Vou Viajar
Luciane Aquino

Militante da economia digital, jornalista, viajadora, curiosa, leitora, tricoteira.

2 Comments
  1. Oi Lu, pensamos muito parecido 🙂 Não adianta nada fazer uma viagem que alguém recomenda mas não tem a ver com o que todos curtem. Respeitar o ritmo das crianças é prioridade aqui em casa. Treinar os filhos para situações inesperadas também é essencial! Parabéns pelo post, todas as dicas foram muito bacana!! Bjs dos 4 Ases

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